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A luta pela igualdade de direitos entre gêneros ainda precisa percorrer um longo caminho, ? Mesmo assim, esses últimos tempos trouxeram vários avanços importantes para o fortalecimento da presença feminina na sociedade. Temos uma de livros escritos por mulheres que são maravilhosos, por exemplo.

No Brasil, e no mundo, a literatura é capaz de cumprir um papel fundamental no processo de ganho de representatividade e reconhecimento da mulher. Afinal de contas, a escrita expressa perspectivas muitas vezes escondidas, revelando um universo cheinho de elementos para explorar.

O empoderamento feminino em obras literárias pode ser aproveitado por fãs de todos os estilos, porque opção não falta, não? Se você curte mergulhar num bom livro e quer incentivar o crescimento da mulher como autora, se joga nesse texto e dá uma olhada nessas 6 sugestões incríveis que trouxemos. Bora!

1. ”Americanah”, de Chimamanda Adichie

A história rola na década de 90, mais precisamente na Nigéria. Em meio ao duro regime militar imposto pelo governo, uma jovem chamada Ifemelu toma a decisão de deixar o país rumo aos Estados Unidos para estudar — um ato revolucionário para sua cultura, claro.

Chegando nos States, a garota sofre preconceito por representar a figura da mulher, negra e imigrante. A força de vontade de Ifemelu é o combustível de uma trajetória de realização pessoal apesar do sofrimento diário. Quinze anos mais tarde, ela retorna à África e vê um cenário completamente diferente, incluindo as mudanças de um amor de adolescência.

Esse é o enredo que origina o título ”Americanah”, de 520 páginas, obra da talentosa Chimamanda Ngozi Adichie. Nigeriana, assim como a personagem que criou, Chimamanda se tornou um ícone não só literário, mas também feminista, incentivando o interesse dos jovens africanos pela literatura. Legal, ?

2. ”O Conto da Aia”, de Margaret Atwood

Quem se encaixa no perfil ”louca das séries” deve conhecer a autora Margaret Atwood. Em ”O Conto da Aia” é abordada uma sociedade distópica, na qual todos os direitos femininos são revogados após um violento golpe de estado. Com isso, o país vira a ”República de Gilead”, nação patriarcal e militarizada que substitui os Estados Unidos.

A baixa fertilidade causada pelos acontecimentos da narrativa faz com que as mulheres sejam divididas em quatro categorias, semelhantes a castas:

  • Marthas: inférteis e responsáveis por limpar as casas;
  • Aias: férteis, colocadas em lares de homens ricos estéreis;
  • Esposas: mulheres ricas, casadas com comandantes;
  • Tias: idosas que ficam a cargo da preparação das Aias.

Em 2017, ”O Conto da Aia” fantástico ganhou adaptação para o formato de série na plataforma de streaming Hulu, com o nome de ”The Handmaid’s Tale”. Por sinal, a escritora canadense Margaret Atwood já havia inspirado a criação de ”Alias Grace”, série disponível na Netflix, após publicar a obra ”Vulgo Grace”.

3. ”Operação Impensável”, de Vanessa Barbara

Depois da Segunda Guerra Mundial, a Grã-Bretanha desencadeou um intenso ataque à União Soviética, chamado de ”Operação Impensável”. Esse evento é o que inspira a brasileira Vanessa Barbara na produção do livro de mesmo nome, abordando a vida da historiadora Lia.

Durante mais de 40 angustiantes dias, Lia procura entender o que houve de errado no casamento com Tito. Por meio de e-mails e memórias de um mundo particular, o período da relação entre os dois é tirado a limpo, envolvendo lembranças, como jogos de tabuleiro e sessões de cinema.

Para Lia, a operação britânica marcou o começo da Guerra Fria. Pegou a referência? Ausência de confronto armado, mas muitas — muitas — ameaças. A obra, de 224 páginas, rendeu a Vanessa o Prêmio Paraná de Literatura no ano de 2015.

4. ”A Hora da Estrela”, de Clarice Lispector

Frases atribuídas a Clarice Lispector, incluindo vários memes, circulam pela internet há bastante tempo, e você, com certeza, já sabe algumas de cor. Mas a carreira dessa magnífica escritora vai muito além das citações em redes sociais. Há mais de quatro décadas, em 1977, ela lançava um sucesso dos grandes: ”A Hora da Estrela”.

A protagonista é uma migrante nordestina perdida no Rio de Janeiro, chamada Macabéa. Nascida em Alagoas e órfã de pai e mãe desde a infância, ela parte com a tia rumo à Cidade Maravilhosa, buscando uma nova vida.

A escrita de Clarice, nascida na Ucrânia, mas moradora do Brasil desde os dois meses de idade, trata os conflitos internos, as manias e os sonhos de Macabéa, sempre com a narração de Rodrigo S.M, personagem fictício.

5. ”A Poderosa Chefona”, de Tina Fey

Inteligência, leveza e bom humor são as peças-chave do sucesso da obra da comediante Tina Fey. Abordando questões como o feminismo, o livro é sobre a própria autora, fazendo referência a inseguranças superadas, barreiras enfrentadas na indústria do entretenimento e bastidores do universo televisivo americano.

Tina Fey já atuou como desenvolvedora, produtora e roteirista de 30 Rock, seriado de comédia, e atriz em Saturday Night Live, famoso programa de humor nos EUA. Vencedora de nada menos do que dois Globos de Ouro e oito Emmys, ela ainda é uma das responsáveis por “Unbreakable Kimmy Schimidt”, disponível na Netflix.

6. ”A Vítima Perfeita”, de Sophie Hannah

O sexto elemento da nossa lista de livros escritos por mulheres é um thriller psicológico bem sofisticado, que caiu no gosto da crítica inglesa. Trazendo um enredo de cair o queixo, ”A Vítima Perfeita” trabalha a natureza obsessiva de sentimentos como amor e ódio e revela coisas impactantes a respeito da psicologia do ser humano.

A protagonista Naomi precisa entrar em um universo onde segredos e obsessões são basicamente inseparáveis. Tudo acontece por causa do desaparecimento do amante da personagem, que também evidencia a realidade da violência sexual contra mulheres.

Criadora da trama, Sophie Hannah está em alta no cenário literário britânico por conta dessa sombria obra e de outros romances policiais que escreveu.

Precisamos e podemos aprender muito com os ensinamentos e as histórias de vida de todas as autoras da lista. Os livros escritos por mulheres são uma das melhores e mais eficientes ferramentas de combate ao machismo, à misoginia e a discriminação de gênero. Por isso, faça a sua parte e não deixe de conferir essas produções maravilhosas, hein?

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